Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, mesmo com a perspectiva de elevar a produção de petróleo de forma significativa com o pré-sal, a matriz de combustíveis brasileira não deverá ter mudança na tendência de participação cada vez maior do álcool nos próximos anos, com redução da gasolina, um derivado do petróleo.
A avaliação do executivo considera que a maior parte do petróleo oriundo de pré-sal deverá ser destinada à exportação.
Tolmasquim explicou que o preço da gasolina, no Brasil, é atrelado ao movimento externo da cotação do barril. Segundo ele, o álcool é competitivo mesmo com o barril a US$ 40, e uma cotação abaixo desse valor é difícil de ser imaginada nos próximos anos.
A análise também foi estendida ao setor elétrico. Ele descartou um aproveitamento maior de usinas termelétricas movidas a óleo combustível em função da crescente disponibilidade com a produção no pré-sal. Há outras fontes bem mais competitivas do que o uso de óleo, argumentou.
|